|
A utilização de animais em pesquisas científicas tem permitido significativos avanços para a humanidade.
Para obtenção de resultados fidedignos em pesquisas com utilização de animais de laboratório, é necessário rigoroso controle de variáveis externas que possam interferir na validação de resultados, entre outros fatores de interferência significativa para garantia de sucesso podemos destacar:
-
padrão sanitário do ambiente de criação;
-
qualidade dos insumos de criação;
-
metodologia de manejo dos animais;
-
pré-disposição genética da espécie utilizada;
-
metodologia utilizada na experimentação.
A padronização destes animais, criados exclusivamente para execução de experimentos, a partir do ambiente de criação torna-se fator de extrema significância na garantia das condições de salubridade para animais e pesquisadores.
Os sistemas convencionais de controle atmosférico de biotérios surgiram com adaptações de sistemas de conforto humano, com a diferença de que, no caso de biotérios, se efetuam, no mínimo, 20 renovações totais de ar por hora, com a finalidade de eliminação do vapor d´água e do gás de amônia gerado pelos animais. No caso do conforto humano, a massa de ar retorna quase que totalmente para a máquina, sendo renovado apenas entre 5 a 10% do ar, para manter a correta tensão de oxigênio e baixa tensão de gás carbônico.
Essa diferença faz com que os sistemas convencionais de controle atmosférico para biotérios sejam extremamente caros, quando comparados aos sistemas para conforto humano. Os altos custos se justificam na implantação do sistema, pela necessidade de equipamentos de grande porte e pelos altos custos de manutenção, incluindo a substituição periódica dos filtros de ar, elementos fundamentais para a produção e manutenção de animais de bom padrão sanitário.
Recentemente, estes problemas puderam ser contornados com a utilização de sistemas micro ambientais (MA), para biotérios. Tais sistemas se caracterizam pela renovação da massa de ar apenas do interior das caixas dos animais (micro-isoladores), o que possibilita uma redução de cerca de 70%, da massa de ar a ser renovada, considerando-se as dimensões de uma sala comum de biotérios, pois as 20 trocas são efetuadas apenas no interior das caixas. Isso permite que o ambiente da sala seja tratado como de conforto humano, com retorno do ar para o equipamento, o que é um fator redutor de custos.
Com a utilização de sistemas MA, os riscos eventuais de contaminação dos animais também diminui, à medida que ocorre uma drástica redução do volume do ar a ser trocado. Lembramos que as contaminações aerógenas são as mais freqüentes nos biotérios.
Uma outra vantagem da utilização de sistemas MA é a possibilidade de espécies diferentes na mesma sala, uma vez que os animais são mantidos no interior de microisoladores, isolados uns dos outros e do ambiente da sala. A massa de ar insuflada e extraída dos micro-isoladores não entra em contato com outros animais, senão com os alojados no interior de cada micro-isolador, nem com o ar da sala, sendo captada e expurgada diretamente da e para a atmosfera. É cada vez maior a tendência de adoção de sistemas MA para controle atmosférico de biotérios, a ponto de acreditarmos que os sistemas convencionais para essa finalidade em breve cairão em desuso.
|